CRÍTICA GENÉTICA EM EXPANSÃO
Cecilia Almeida Salles; Daniel Ribeiro
Cardoso
A crítica
genética, em seu surgimento, propunha o acompanhamento teórico-crítico do
processo de criação na literatura; no entanto, já trazia consigo a
possibilidade de explorar um novo campo transdisciplinar, que nos levaria a
poder discutir o processo criador em outras manifestações artísticas. Essa
ampliação dos estudos genéticos parecia já estar inscrita na própria definição
de seu propósito e de seu objeto de estudo. Se os estudos genéticos tinham como
objetivo compreender o processo de constituição de uma obra literária e seu
objeto de estudo eram os registros do escritor encontradas nos manuscritos,
esse campo de pesquisa deveria quase que necessariamente romper a barreira da
literatura e ampliar seus limites para além da palavra, pois processo e registros
são independentes da materialidade na qual a obra se manifesta e independentes,
também, das linguagens nas quais essas pegadas se apresentam. Seria possível,
portanto, conhecer alguns dos procedimentos da criação, em qualquer
manifestação artística, a partir desses registros deixados pelos artistas.
Em 1992, quando a primeira edição do
livro Introdução aos estudos genéticos foi publicada, esses
novos rumos já estavam, de certo modo, sendo delineados. Tinha-se discutido,
ali, os estudos em crítica genética limitados ao manuscrito literário.
"Foi assim que nasceram e assim estão sendo desenvolvidas as pesquisas até
o momento. No entanto, sabemos ser inevitável a necessidade de ampliar seus
limites. Certamente, ouviremos falar, em muito pouco tempo, sobre estudos de
manuscritos em artes plásticas, música, teatro, arquitetura
até manuscritos científicos. Isto oferece novas perspectivas para
pesquisas sobre as especificidades e as generalidades dos processos criativos
artísticos,
para não
mencionar a possibilidade de se adentrar o interessante campo de pesquisa
dedicado à relação ciência/arte – agora sob a ótica genética"(1).
Hoje, os estudos genéticos abarcam os
processos comunicativos em sentido mais amplo, a saber, literatura, artes
plásticas, dança, teatro, fotografia, música, arquitetura, jornalismo,
publicidade etc. Essa ampliação deve-se, inicialmente, às contribuições
teóricas e metodológicas trazidas na tese "Criação em processo: Ignácio de
Loyola Brandão e Não verás país nenhum" (2), defendida em 1990 por Cecilia
Salles, assim como às pesquisas desenvolvidas pelo Centro de Estudos de Crítica
Genética do Programa de Pós-Graduação em Comunicação e Semiótica Pontifícia
Universidade Católica de São Paulo (CECG-PUC/SP). Pierre-Marc de Biasi, de modo
semelhante, prevê esses novos direcionamentos da crítica genética, em seu
artigo "Lhorizon
génétique" (3).
Trata-se de uma abordagem para a obra
de arte a partir do acompanhamento dos documentos desses processos, tais como,
anotações, diários, esboços, maquetes, vídeos, contatos, projetos, roteiros,
copiões etc. Na relação entre esses registros e a obra entregue ao público,
encontramos um pensamento em processo. E é exatamente como se dá essa
construção o que nos interessa. Uma abordagem crítica que procura discernir
algumas características específicas da produção criativa, ou seja, entender os
procedimentos que tornam essa construção possível. Tendo em mãos os diferentes
documentos deixados pelos artistas, ao longo do processo, o crítico estabelece
nexos entre os dados neles contidos e busca, assim, refazer e compreender a
rede do pensamento do artista. A metodologia dessas pesquisas se assenta
naquilo que Morin (4), ao discutir a reforma do pensamento em direção ao
desenvolvimento de uma inteligência mais geral, descreve como "arte de
transformar detalhes aparentemente insignificantes em indícios que permitam
reconstituir toda uma história". Uma abordagem cultural em diálogo com
interrogações contemporâneas, que encontra eco nas ciências que discutem verdades
inseridas em seus processos de busca e, portanto, não absolutas e finais.
É interessante observar que, de modo
especular, a crítica genética passa por ajustes, a medida em que vai se
desenvolvendo. Em nome de sua inevitável expansão, sofre rasuras
transformadoras que exigem ajustes conceituais, teóricos e metodológicos. Uma
dessas adequações diz respeito a seu objeto de estudo – o manuscrito. Nos
estudos de crítica genética de literatura, o termo manuscrito já não era usado
limitando-se a seu significado de "escrito à mão". Dependendo do
escritor, podíamos nos deparar com documentos escritos à máquina, à mão,
digitados no computador ou provas de impressão, que receberam alterações por
parte do próprio autor.
Lidando com as outras manifestações
artísticas, as dificuldades de se adotar o termo manuscrito aumentaram. Seria
difícil continuar falando de esboços, ensaios, partituras, copiões, contatos e
maquetes como manuscritos, que estavam estreitamente ligados à linguagem
verbal. Buscou-se um outro termo que desse conta da diversidade das linguagens.
Documentos de processo pareceu cumprir essa tarefa (5). Acredito que este termo
nos dá mais amplitude de ação. Fica claro que os manuscritos dos escritores são
documentos (ou registros) dos processos de criação literária.
Pode-se dizer que esses documentos,
independente de sua materialidade, contêm sempre a idéia de registro. Há, por
parte do artista, uma necessidade de reter alguns elementos, que podem ser
possíveis concretizações da obra ou auxiliares dessa concretização. Cada tipo
de documento oferece ao crítico informações diversas sobre a criação e lança
luzes sobre momentos diferentes desse percurso.
Pretendemos, com as reflexões que esses
documentos proporcionam, oferecer uma outra maneira de se aproximar da arte,
que incorpora seu movimento construtivo. Trata-se de uma discussão das obras
como objetos móveis e inacabados, que difere significativamente dos estudos
sobre os fenômenos artísticos, em suas diversas manifestações, que discutem os
produtos assim como são mostrados publicamente.
É sempre interessante lembrar que o
histórico desses estudos tem datas bem delimitadas se levarmos em conta a
natureza oficial, no campo científico, do nome crítica genética:1968, França,
com a criação do Institut de Textes et Manuscrits Modernes (ITEM/CNRS). Muitos
outros críticos fizeram estudos genéticos sem receber o nome de crítica
genética. Rudolf Arnheim (6), por exemplo, que publicou em 1962, The
genesis of a painting. Picassos Guernica,
onde são esmiuçados os esboços da Guernica para conhecer o
nascimento, movimentos e relações das personagens de Picasso. Italo Calvino
(7), em seu livro Seis propostas para o próximo milênio, vê os
manuscritos de Leonardo da Vinci abrindo uma fresta para o funcionamento de sua
imaginação. Não se pode esquecer, também, do texto de Roman Jakobson (8), Yeats
"Sorrow of Love" através dos anos, publicado em 1977 .
As artes visuais são, e sempre foram,
no Brasil e no exterior, alvo de inúmeras exposições de esboços, rascunhos ou
cadernos de artistas; porém, não são todas que deixam o processo aparente.
Desenhos isolados não são documentos processuais, pois não têm o poder de
indiciar o desenvolvimento de um pensamento em criação. O Museu Rodin, em
Paris, muitas vezes, oferece esse tipo de exposição que apresenta desenhos e
moldes de uma obra específica. A exposição Paraíso, de Arthur Luiz
Piza, no Instituto Moreira Salles (9), para citar outro exemplo, onde foram
expostos os cadernos de anotações do artista. Segundo Piza (10), ele nunca
volta atrás, não tem julgamentos em relação a esses cadernos, "não passam
por processos de obras". Essas "confissões pessoais" (como ele
chama) ganharam reproduções: as imagens foram escaneadas e emolduradas.
A exposição Gaudí - A procura
da forma (11) centrou-se, particularmente, na lógica das operações e
transformações empregadas no processo de criação das formas para constituição
dos espaços arquitetônicos inusitados, característica própria do artista
catalão. Fotos de obras, esboços e maquetes são colocadas lado a lado com
instigantes simulações que jogam luz sobre seu processo criativo. Observa-se
que Gaudí parte de elementos básicos – volumes e superfícies – para em seguida,
aplicar operações geométricas e transformações topológicas em busca das
superfícies e efeitos desejados. Tem-se a certeza, ao sair da exposição, de ter
conhecido, acima de tudo, um Gaudí geômetra.
É importante ressaltar duas questões
que sempre surgem quando se apresenta essa abordagem para a obra artística. Por
um lado, embora se tenha a consciência de que o crítico genético não tem acesso
a todo o processo de criação – não há a ilusão da totalidade – mas apenas a
alguns de seus índices. Pode-se, no entanto, afirmar, com certa segurança, que
convivendo, observando e estabelecendo relações entre os documentos do processo
que se teve acesso, pode-se conhecer melhor o percurso da formação da obra, em
pesquisas de natureza indutiva. Sob esse ponto de vista, não há a pretensão de
encontrar fórmulas explicativas para esse fenômeno de grande complexidade mas a
tentativa de se aproximar, por diferentes ângulos, desse processo responsável
pela geração de uma obra.
Por outro lado, enfatiza-se que se
trata de uma outra possível abordagem para a arte, que caminha lado a lado com
as críticas das obras, assim como foram entregues ao público. Trata-se,
portanto, de um encontro bastante fértil com as críticas de obras.
Quanto à abordagem teórica dada aos
documentos dos processos criativos, pode-se afirmar que os pesquisadores devem
procurar, antes de mais nada, por teorias adequadas a objetos em movimento, na
medida em que o propósito é a compreensão de processos. Já em outro nível, cada
investigador direciona sua pesquisa para metas mais específicas, de acordo com
o que seu material fornece, isto é, as especificidades dos documentos com os
quais ele está trabalhando e, também, de acordo com as explicações por ele
buscadas.
As diferentes abordagens, mantendo suas
singularidades, têm contribuído para uma ampliação de nosso conhecimento sobre
o objeto estudado. Os pesquisadores passam a saber cada vez mais sobre o
processo criativo graças aos diferentes resultados das diversas pesquisas
dedicadas a esse assunto. É aqui que apontamos para a importância do diálogo
entre os pesquisadores, essência de uma prática científica, onde se chega a
resultados de natureza geral – pontos comuns a partir de diferentes abordagens
– e, ao mesmo tempo, chega-se a resultados de caráter singular. São as
especificidades relativas ao poder de cada instrumental teórico. A reunião
desses resultados leva ao enriquecimento da explicação que se pode dar ao
fenômeno processo de criação.
A crítica genética vinha se dedicando a
estudos de casos: análise e interpretação do processo criador de determinados
artistas. Pesquisas com o propósito de entrar na singularidade de um processo
criativo. Neste contexto, foram produzidos muitos artigos, teses, dissertações
que se dedicam ao acompanhamento da produção de obras de Daniel Senise, Ignácio
de Loyola Brandão, Evandro Carlos Jardim, Regina Silveira, Graciliano Ramos,
Carlos V. Fadon, Lucas Bambozzi, Eugène Delacroix, Paul Gauguin, Joan Miró,
Luis Paulo Baravelli, Roberto Santos, Elizabeth Bishop, Cildo Meireles, Caio
Reisewitz, para citarmos somente alguns.
Por necessidade científica, mais
recentemente, alguns pesquisadores vêm avançando em direção a uma generalização
sobre o processo de criação, levando a princípios que norteiam uma possível
teoria da criação. É o estudo das singularidades buscando generalizações.
A análise de documentos de diferentes
meios de expressão possibilitou-nos chegar a algumas caracterizações, de
natureza geral, sobre o ato criador. As comparações e contrastes entre as
singularidades, mais a adição de informações advindas das mais diversas fontes
como depoimentos, entrevistas, diários, making offs apontam
para o encontro desses instrumentos analíticos de caráter mais geral.
A diversidade de estudos de documentos
de artistas específicos nos permite encontrar assim alguns procedimentos de
natureza geral, que ganham nuances em processos específicos. São essas
variações que nos levam às singularidades dos procedimentos de um artista
determinado. O percurso da criação mostra-se como um emaranhado de ações que,
em um olhar ao longo do tempo, deixam transparecer repetições significativas. É
a partir dessas aparentes redundâncias que se pôde estabelecer algumas
generalizações sobre o fazer criativo, a caminho de uma teorização. Não seriam
modelos rígidos e fixos que, normalmente, mais funcionam como fôrmas teóricas
que rejeitam aquilo que nelas não cabem. São, na verdade, instrumentos que
permitem a ativação da complexidade do processo. Não guardam verdades
absolutas, pretendem, porém, ampliar as possibilidades de discussão sobre o
processo criativo.
É nesse ambiente que os livros Gesto
inacabado: processo de criação artística (12) e Redes da
criação: construção da obra de arte (13) se inserem: apresentação e
discussão dessa morfologia do processo criador. Uma possível teoria da criação
com base na semiótica de Charles S. Peirce, que teve como ponto de partida os
estudos singulares de documentos de processos e, ao mesmo tempo, alimenta-se
dessas mesmas pesquisas. São guias condutores flexíveis e gerais o suficiente
para retornarem depois aos processos específicos. Semelhante à busca de
Eisenstein (14), procuramos por uma morfologia "volátil e não um cânone
inflexível".
Para alcançar esse objetivo, recorremos
a documentos de áreas diversas: registros de escultores, cineastas, videomakers,
escritores, pintores, coreógrafos, arquitetos etc. As diferentes manifestações
artísticas se cruzam em reflexões sobre modos de criação, abrindo assim diálogo
com todos aqueles que, por motivos os mais diversos, se interessam pela criação
artística.
Para desenvolver tais discussões, são
estabelecidos diálogos entre pensadores da filosofia e da arte e os próprios
artistas. Reflexões gerais que mantêm diálogo permanente com os documentos dos
artistas. Seus relatos, desse modo, trazem de volta a experiência múltipla e
vívida que alimenta toda a reflexão teórica. Esses exemplos devem ser vistos
como seleções feitas daqueles considerados mais significativos para ampliar a
compreensão sobre os aspectos do processo criativo, que está sendo enfocado.
O Gesto inacabado se
propunha a pensar o processo de criação artística, mas estava, provavelmente,
indo além dos limites desse objeto específico. Pretendia-se, naquele momento,
"oferecer mais do que um simples relato de uma pesquisa, mas uma
possibilidade de se olhar para os fenômenos em uma perspectiva de
processo". Estávamos, de certo modo, oferecendo alguns instrumentos para
uma teorização que se ocupa dos fenômenos em sua mobilidade.
Acreditamos que essas discussões
tornaram-se fundamentais para se pensar certas questões contemporâneas, que
envolvem, por exemplo, a autoria e a intrincada relação obra & processo. As
reflexões teóricas que trazem essa perspectiva processual para a arte
ultrapassam, portanto, os ditos bastidores da criação. Daí percebermos que
estávamos diante de recursos teóricos para desenvolver uma crítica de processo,
que parecia abranger mais do que a crítica genética. Muitas questões de extrema
importância para se discutir a arte em geral e aquela produzida nas últimas
décadas, de modo especial, necessitam de um olhar que seja capaz de abarcar o
movimento.
Algumas obras, incluindo todo o
potencial que as mídias digitais oferecem, parecem exigir novas abordagens. Ao
mesmo tempo, muitas dessas obras exigem novas metodologias de acompanhamento de
seus processos construtivos e não somente a tradicional coleta de documentos,
no momento posterior à apresentação da obra publicamente, isto é, a abertura
das gavetas dos artistas para conhecer os registros das histórias das obras.
Muitos críticos de processos passaram a conviver com o percurso construtivo em
ato. Algumas obras contemporâneas – mas não só – incitam, ou mesmo forçam, a
constituição de novas metodologias para abordar seus processos de criação. Ao
mesmo tempo, os resultados desses estudos mudam, de alguma maneira, os modos de
abordá-las sob o ponto de vista crítico.
Essas novas questões, que pareciam
merecer maior atenção, exigiam novas formas de desenvolvimento do pensamento
que dessem conta de múltiplas conexões em permanente mobilidade. Chega-se,
assim, às redes.
A perspectiva processual, se levada às
ultimas conseqüências, não se limita, portanto, a documentos já produzidos,
que, portanto, pertencem ao passado das obras. Ficou claro que estavam sendo
construídos instrumentos teóricos, que se ocupam de redes móveis de conexões.
Ao olhar retrospectivo da crítica genética, estávamos adicionando uma dimensão
prospectiva, oferecendo em abordagem processual. Surge, assim, a crítica de
processo.
Cecilia Almeida Salles é professora titular do Programa de
Pós-Graduação em Comunicação e Semiótica da Pontifícia Universidade Católica de
São Paulo (PUC/SP). Coordena o Centro de Estudos de Crítica Genética da PUC/SP
e é pesquisadora do Núcleo de Apoio à Pesquisa em Crítica Genética da
USP.
Daniel Ribeiro Cardoso é doutorando em comunicação e semiótica pela PUC/SP. Pesquisador do Centro de Estudos de Crítica Genética da PUC/SP e do Núcleo de Apoio à Pesquisa em Crítica Genética da USP.
Daniel Ribeiro Cardoso é doutorando em comunicação e semiótica pela PUC/SP. Pesquisador do Centro de Estudos de Crítica Genética da PUC/SP e do Núcleo de Apoio à Pesquisa em Crítica Genética da USP.
NOTAS E REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
1. Salles, Cecília A. Crítica
genética: uma introdução. São Paulo: Educ, p 106. 1992.
2. Salles, Cecilia A."Criação em
processo: Ignácio de Loyola Brandão e Não verás país nenhum". Tese de
doutorado. PUC/ SP, 1990.
3. Biasi, Pierre-Marc. "Lhorizon génétique". In L.
HAY (org.), Les manuscrits des écrivainsParis: Hachette/CNRS
Editions, 1993.
4. Morin, Edgar. A inteligência
da complexidade. São Paulo: Peirópolis, p 23. 2000.
5. Salles, Cecília A. crítica
genética: uma (nova) introdução. São Paulo: Educ, 2000.
6. Arnheim, Rudolf. El
"Guernica" de Picasso - Génesis de una pintura. Barcelona: Ed.
Gustavo Gili, 1976.
7. Calvino, Italo. Seis
propostas para o próximo milênio. São Paulo: Companhia das Letras, 1990.
8. Jakobson, Roman. Poéticas em
ação. São Paulo: Ed. Perspectiva, 1990.
9. Piza, Arthur L. Paraíso.
São Paulo: Instituto Moreira Salles, 2005.
10. Piza, Arthur L. op cit.
pp 04 e 08. 2005.
11. Gaudí, Antoni. Gaudí: A
procura da forma. São Paulo: Instituto Tomie Ohtake, 2004.
12. Salles, Cecília A. Gesto
inacabado: processo de criação artística. São Paulo: Annablume, 1998.
13. Salles, Cecília A. Redes da
criação: construção da obra de arte. Vinhedo: Ed. Horizonte, 2006.
14. Eisenstein, Serguei. Memórias
imorais. São Paulo: Companhia das Letras, 1987.
em http://cienciaecultura.bvs.br/scielo.php?pid=S0009-67252007000100019&script=sci_arttext
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